4 de maio de 2009

Sementes de Boal



Foi-se Boal.
No entanto, quanta coisa ele deixou!!!...
Quando a gente morre, deixando tantas sementes, é como se continuasse vivendo em cada um dos frutos e ramos que brotam.
Boal, portanto, continua vivo.
Em cada grupo de teatro que pensa no palco como obra coletiva.
Em cada ator, dramaturgo ou diretor que não pensa a cena como produtora de ilusões,
mas como convite para uma tomada de posição.
Digo mais:
Boal também continua vivo um pouco mais longe dos palcos:
nas penitenciárias, assentamentos, escolas e fábricas nas quais ele e seu grupo usaram o teatro para revelar contradições, injustiças, desejos e possibilidades de mudança.
Existem algumas mudas ramificando em cada canto do país.
O coração de Boal ainda bate, no desejo verdadeiro de quem faz do teatro mais do que vaidade pessoal.
Confiram o artigo de Kil Abreu em Carta Maior. (Foto: Carta Maior)

4 comentários:

Poeta Carlos Maia disse...

É isso aí Fabiana, e Cacilda Becker também!!!

Grande Abraço!!!

Cleyton disse...

Augusto Buááááá.

Magna Santos disse...

Se cada um de nós plantar com despreendimento, certamente, mudas surgirão.
Ah, Luna, a vaidade...como devemos ter cuidado com suas armadilhas.
Viva, então, não Boal, mas as sementes que conseguiu plantar!
Beijo.
Magna

Urariano Mota disse...

Fabiana, perdoe a demora da resposta lá no Sapoti da Japaranduba. Estamos juntos na saudação a Boal. Ao som da Velha Infância com Marisa Monte e Antunes mando-lhe um abraço.

 

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