
Este foi o ano
que me pôs de ponta-cabeça,
que fez de meus sonhos avesso,
e me mostrou os homens
e a política
e o mundo
em seu lado mais cru.
Mas este foi o ano
que me fez perder e achar a esperança a cada dia
fazer dela busca incessante,
destruída e reconstruída,
a cada instante,
cada hora,
cada segundo.
Essa aprendizagem eu devo à gente do Coque,
sobretudo às crianças.
É para elas que fica o meu melhor de 2009
e minhas maiores expectativas para 2010.
Esta crônica pertence aos inquietos
e desafiantes Xande, Tales, Leandro, Maicol.
Aos sensíveis, de grito abafado no peito,
Jonatan, Martinha, Mariana, Elisa, Josafá.
Aos quase adolescentes, Ítalo, Joel, Alice, Ana.
Aos pequeninos Guega, Vitória, Ester, Bolinho.
Esta crônica pertence a Betânia e Rafael,
gente que me dá orgulho de ser gente.
















Odeio crianças.