Ah! O deleite com as tintas... As crianças metem os dedos nos potes. Melam de amarelo, verde, azul, vermelho. Transferem para o papel aquelas cores. E voltam a meter os dedos nos potes.
O torcedor do Santa Cruz é um retrato do Brasil. De um povo sacrificado, que nunca perde a esperança. E que se renova de alegria, com pouco, com tão pouco. Que não se esgota de forças, nunca. Nem com as derrotas. Nem com os desmandos dos que mandam. E que se junta - talvez não, como deveria, para brigar pela justiça - mas para compartilhar tristezas e alegrias.
Depois de uma semana de exaustão, de repente me vem um silêncio. O tempo que eu teria para escrever se abre diante de mim como um abismo enorme. E cada palavra, cada pensamento, me traz apenas o vazio. A sensação de que não há nada que eu possa escrever.
Recebi, ainda agora, o chamado de Pablo para juntarmos os amigos de minha primeira peça de teatro. Eu, então, era estreante, aprendendo a tatear a arte dos palcos. E tive sorte. Tive sorte de conhecer um mestre, destes que a gente não vê entre os grandes medalhões da cena pernambucana.