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Ponte quebrada

Algo me falta. É o velho hiato que me chega. De mansinho, como sempre, a me pautar a necessidade de refazer caminhos.

Trajetória das letras

Tenho saudades de quando os livros eram, para mim, brincadeira de criança. Minha mãe trabalhava em Santo Amaro. Contratara, como minha babá, a Biblioteca Pública do 13 de Maio.

Resposta a Tari

Quando conheci Ritinha pela primeira vez, achei que ela tinha tantos sorrisos e tantos abraços... Quando conheci Ritinha pela segunda vez, achei que ela tinha uma tristeza nos olhos e um pedaço de silêncio espremido na garganta... Quando conheci Ritinha pela terceira vez, vi o reflexo de meus extremos e contradições.

O silêncio de Lua

Sete vezes, Maria Lua caiu. Sete vezes tornou a levantar. Na primeira queda, a menina perdeu o riso. Na sétima, perdeu a voz.

O canto da vida

Dorival Caymmi tem cheiro de chuva, de terra molhada. Seu canto é o barulho do vento, das ondas, do mar. Sua voz embala a rede na varanda, Tem o cheiro dos peixes, dos homens que vão pescar.

A mistura das cores

Ah! O deleite com as tintas... As crianças metem os dedos nos potes. Melam de amarelo, verde, azul, vermelho. Transferem para o papel aquelas cores. E voltam a meter os dedos nos potes.

Retorno ao princípio

Quando eu era pequena, bem pequena, menina ainda, perguntaram-me o que eu queria ser quando crescesse. Eu disse: - Mãe.