Seu Darcy era mais que um militante. Era mais que um dirigente sindical. Seu Darcy punha em cada palavra um afeto. E arejava a rispidez da política com seu sorriso aberto.
O enforcado. Lá estava ele, atado pelos pés. Uma corda que o prendia a lugar nenhum. Segurei a carta com firmeza. Olhei. E tomei, então, meu primeiro susto.
Uma brasa. Uma centelha. Uma faísca. E o fogo ardeu sobre o estádio, e o brilho subiu aos céus e alcançou a lua, e a lua resplandeceu, imensa, a iluminar a dança dos pés tricolores.
Em tempos de férias, as palavras calam. E a vida toma o lugar delas. Não há palavra que modele na boca o gosto do peixe frito ou da cerveja gelada. O cheiro das algas ou da terra molhada de chuva.