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Fio da vida

Habitava a casa desde sempre. Esquecida em uma encruzilhada da parede. No alto, onde as vassouras não alcançam. De lá tecia seu manto. E espiava.

Minha alma em festa

Em minhas dezenas de aniversários, não me lembro de ter ganho tantos... tantos presentes quanto ganhei este ano. Hoje, terça-feira, 25 de outubro, ganhei mais um.

Sobre crianças e palavras.

Palavra dói. Eu vi estampado na cara do menino, o soco firmado na voz da mãe: - Sai daí, peste!

A mulher fantasma

Quando vem a tarde, surgem os primeiros sintomas. Uma dormência nas mãos e a sensação de estar oca. Então acontece: ela começa a desaparecer.

Corta!!!

Quando os sorrisos na sala se escancararem em dentes quando o esforço da quietude deixar-te as mandíbulas dormentes quando bons-dias e boas-tardes forem palavras somente e te sentires espremido entre retalhos de gente...

Margaridas

Não! Não é deste Brasil que vos falo: das menininhas com seus piolhos, bocas e pernas feridas... Nem dos jovens de olhos perdidos privados de si e da vida

Didiinha

Em que espelho te miras, minha menina crescida? se na rosa mais bela vês só o espinho. E a ferida...