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Poeminha para o meu namorado

Eu não preciso de flores.Nem presentes. Perfumes. Jóias raras. Vinhos ou bombons. Preciso das tuas mãos macias. Teu cheiro, teu calor e tuas segundas intenções

Dança da vida

Percebeu, um dia, que já não escutava bem. Havia, com ela, uma surdez estranha que precisava curar.

Uma historinha pra quem defende a redução da maioridade penal

Seu nome era Lucas, 15 anos. Cresceu em meio aos ratos, em uma casa em que se aglomeravam irmãos. Dormiam no chão duro, amontoados.

Emprestem-me um pouco de azul...

As vezes um cinzento na garganta uma inércia na alma um oco no mais fundo de mim... Procuro em vão as razões do abismo Não há razões.

Uma fileira em descompasso no Homem da Meia Noite

O garoto no Homem da Meia Noite: negro como aquela que empresta seu manto de estrelas para passar o bloco das multidões. O garoto no Homem da Meia Noite: os cabelos pintados de sol, abrindo clarões em sua escuridão e o sorriso a iluminar-lhe o rosto - um toque de inocência na rebeldia adolescente.

Lampião do asfalto

Este poema foi inspirado em uma figura lendária: Lampião. Não o Lampião cangaceiro, anti-herói do sertão. Falo de um Lampião moderno, não menos valente. Falo daquele cangaceiro que passeia pelas ruas, bares e mercados do Recife, vendendo cordéis, cantando e brincando.

Ascensões e quedas da esperança...

Há outras ordens por aí, acredite! Outros espaços, outros tempos, outros mundos. Há um menino que joga pião e sorri. E seu sorriso ilumina a esperança.