Eu não preciso de flores.Nem presentes. Perfumes. Jóias raras. Vinhos ou bombons. Preciso das tuas mãos macias. Teu cheiro, teu calor e tuas segundas intenções
O garoto no Homem da Meia Noite: negro como aquela que empresta seu manto de estrelas para passar o bloco das multidões. O garoto no Homem da Meia Noite: os cabelos pintados de sol, abrindo clarões em sua escuridão e o sorriso a iluminar-lhe o rosto - um toque de inocência na rebeldia adolescente.
Este poema foi inspirado em uma figura lendária: Lampião. Não o Lampião cangaceiro, anti-herói do sertão. Falo de um Lampião moderno, não menos valente. Falo daquele cangaceiro que passeia pelas ruas, bares e mercados do Recife, vendendo cordéis, cantando e brincando.
Há outras ordens por aí, acredite! Outros espaços, outros tempos, outros mundos. Há um menino que joga pião e sorri. E seu sorriso ilumina a esperança.