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Roda da vida

Gira a roda da vida... o tempo é nosso consolo e nosso destempero tudo se refaz e desfaz na esperança ou no desespero.

Salve, Via Sat

O show de Via Sat é mais que uma apresentação. É uma cerimônia! Pácua não canta sozinho. Ele traz consigo todas as vozes de Peixinhos. Ele reverbera o canto de uma gente que faz da cultura sua arma. Que ocupou com a arte um velho matadouro, e lá assentou sua música, sua dança, sua biblioteca...

Conto de Natal

Era uma vez um menino chamado Paulo. Paulo tinha 14 anos e odiava o Natal. Odiava as luzinhas, o Papai Noel, os enfeites, e tudo o que tivesse a cara do Natal. Paulo não ganhava abraços em dias de festa. Não tinha mãe, nem pai, nem avós. Apenas uma tia que lhe cuidava, mas não abraçava, nem sorria.

Solidariedade

A chuva arriou inteira do céu. A terra desceu dos morros, encheu o mundo, cobriu as telhas. Os homens se fizeram caranguejos em seus lares de lama. Verteram pás, tentaram o desenterro. As casas desceram na corredeira dos rios, as roupas, os móveis, memórias e sonhos... foi-se tudo, numa lavagem imensa, como se o céu cobrasse um recomeço.

O atropelo das palavras

O silêncio é sábio. Quem cala, ouve o mundo. Ouve a vida. Os sonhos. A natureza. Ouve até o silêncio. Quem cala, tudo vê. Vê, inclusive, as palavras rolarem rio abaixo, para restar apenas na memória de quem soube olhar e ouvir.

Os três porquinhos

Era uma vez três porquinhos, um pobre, um rico e um remediado. O porquinho pobre construiu sua casa de madeira. Não tinha dinheiro para comprar tijolos. Era só um velho colchão, um fogareiro, uma televisão velha, os trapos, o chão cru. Quase nada.

Silêncio é música ou grito?

Silêncio. Quero ouvir a batida das ondas do mar. E os peixes que se movem em minhas entranhas. Tenho os pés descalços e minha respiração é uma brisa leve... Meus passos, lentos, são asas abertas em um céu imenso. Engoli o infinito...