Uma brasa. Uma centelha. Uma faísca. E o fogo ardeu sobre o estádio, e o brilho subiu aos céus e alcançou a lua, e a lua resplandeceu, imensa, a iluminar a dança dos pés tricolores.
Em tempos de férias, as palavras calam. E a vida toma o lugar delas. Não há palavra que modele na boca o gosto do peixe frito ou da cerveja gelada. O cheiro das algas ou da terra molhada de chuva.
Odeio crianças. Odeio Natal, ano-novo e todas aquelas luzinhas piscando. Sou gordo, feio, mal-humorado, liso e desempregado. Aceitei aquele trabalho só pra ganhar a grana da cachaça que, esta sim, é minha amiga fiel.
É chegada a hora do Adeus! De fazer as malas e escolher novo destino. Olhar para trás e perceber que valeu a pena, ainda que os sonhos tenham se desfeito em brumas.