Todo ano igual: ela sonhava que passava direto do dia 30 de dezembro para primeiro de janeiro. Nada de reveillon. , Nada de champagne, vinho, roupa branca, praia, família, família, família...
Ela caminha só: pés descalços que se enterram na areia. Seu olhar absorve cada pequeno ser em seu silêncio. O rodopio das nuvens a se esfumarem na imensidão azul.
Prometi a mim mesma que hei de escrever ao menos uma vez por semana... É que sei que as palavras precisam ser alimentadas. São pássaros, asas abertas para o infinito.
Esta carta vai endereçada aos governantes que acham que, para administrar bem, basta abrir avenidas, construir grandes equipamentos públicos e aquecer a economia.