17 de outubro de 2007

Luta de classes

As coisas estão ficando mais claras no Brasil.
As classes estão ficando mais claras no Brasil.
E a guerra se torna mais evidente.
De um lado, os que mantém e são mantidos por esse sistema que se mantém: a elite, a classe média, a Polícia, a mídia e os três poderes.
Do outro, uma multidão de miseráveis, com diversos matizes.
Eis o maior problema desta guerra: é que, embora, os lados comecem a ficar claros, os que deveriam estar contra o sistema ainda não conhecem de que lado estão.
Parte deles quer tomar o lugar da elite e sua guerra tem essa única finalidade. A concentração de renda revolta. Mas poucos são os revoltados que querem, de fato, repartir a renda.
Outra parte não quer guerra alguma, e prefere que as coisas fiquem bem do jeito que estão.
E há as exceções, essas são as verdadeiras armas de mudança: o pessoal do hip hop nas periferias, os sem-terra, os poetas e artistas marginais.

PS: O filme Tropa de Elite não descreve a realidade. O filme Tropa de Elite narra a guerra a partir de um ponto de vista, que nós sabemos qual é. Não teria tanto marketing se o narrador fosse outro. Cuidado, rapaziada! O cineasta não é "do mal". Mas ele fabricou uma arma que está sendo poderosamente utilizada contra todos os que estão contra.
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14 de outubro de 2007

Não gosto de cinema

O cinema é fabuloso, fantástico. E, justamente por isso, eu não gosto de cinema. Quanto melhor o filme, maior a possibilidade de eu não ir vê-lo. Por que o cinema cinde minha mente e me inscreve em uma realidade diferente e estranha. Não! Isso não bom! Não estou falando em metáforas. Acontece comigo uma coisa esquizofrênica quando assisto alguns filmes. Eu passo algumas horas meio fora de mim. Alguma coisa me rasga no meio e eu passo a estranhar a mim mesma, ao meu mundo... E não é uma sensação muito boa de se viver. Se é a morte que permeia o filme, passo a senti-la bem perto, quase ao meu lado. E a maioria dos grandes filmes tem na morte uma protagonista.
Por isso não me perguntem se eu assisti Tropa de Elite. Não vi. Não quero ver. E estou começando a me irritar com o filme somente pelo fato de todo mundo ter que ver. Está nas mensagens da Internet. Está nas revistas - inclusive na capa do malfadado periódico, que se diz jornalístico, da editora Abril. Está na boca de todo adolescente, e em todo carrinho de genéricos. Acredito que seja um bom filme. E talvez fizesse um esforço e me submetesse à angústia pós-sessão se não houvesse tanto marketing.
Por ora, prefiro as exceções: aqueles filmes bons, que me fazem sentir bem. Como Central do Brasil, por exemplo. Que me revela do homem o lado solidário. Que quando cinde minha mente, me transporta para um Brasil bonito, do qual eu me orgulho.
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