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Gritos de Gaza

Meu nome é Ibrahim, tenho 18 anos e, um dia, já vivi. Hoje, vago entre semi-mortos, a quem as lembranças pesam como pedras que se amarram aos pés dos afogados. Hoje, vago entre sombras neste cemitério de refugiados, que vestem a mortalha dos dias e das horas.

Minha cidade

Eu quero ver o céu
Eu quero ver o céu
E que a cidade me abrace com seu mangue
sem que esta lama se transforme no sangue
que escoa sob as Torres de Babel

O estupro do anjo

Um anjo. Ela, a menina. Tal pureza de intenções que chegava a ser um desaforo da sem-vergonhice. Como papel em branco: jamais uma letra, um traço riscado. Mas com todos os convites e possibilidades que o vazio enseja.

Meninas, cuidado!

Meninas, cuidado!
Um fio tênue liga o "charmoso" ciúme ao cruel sentimento de posse, que maltrata e mata.