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Mostrando postagens de 2012

Ascensões e quedas da esperança...

Há outras ordens por aí, acredite!
Outros espaços, outros tempos, outros mundos.
Há um menino que joga pião e sorri.
E seu sorriso ilumina a esperança.

Meu tempo não é este!

Assisti a entrevista de Mia Couto no Roda Viva.
Disse ele: "Há vários Moçambiques dentro de Moçambique".
Também nós temos vários Brasis.

As eleições da desesperança

Desde que me iniciei como eleitora, e antes até, vivi cada eleição como um tempo de alegria. E esperança. Mesmo quando meus candidatos não tinham chance nenhuma... nem assim deixávamos de acreditar. E as ruas se pintavam de vermelho: em bandeiras, camisas e estrelas. E ganhavam outras cores também, de pessoas que acreditavam diferente e cantavam, buzinavam e se provocavam em uma disputa ávida, mas saudável e feliz.

Os perigos do discurso do bom gestor

Andei me eximindo de falar sobre eleições.
Frustrações sucessivas me derrubaram e preferi guardar as palavras.
Hoje, decidi romper o silêncio, precupada que estou com este discurso do bom gestor.

A menina que não dormia

Não dormia.
Via apagar-se cada luzinha nos prédios que se postavam em sua janela.

Palco Vazio

A solidão é o fato.
Ninguém
jamais
saberá
o que guardas por trás do sorriso.

Rastros de Joseph Lingua

Fragmentos de impressões causadas pelo livro, de Pedro Américo de Farias, "A viagem de Joseph Língua":

... essa conversa sem eira nem beira papo ébrio sem começo meio ou fim somente passagem
passagem
passagem

Murmúrio de flores

Guardo, de minha tia Jota,
a lembrança de um perfume
vestígios de flores em seus cabelos
e uma voz baixinha
uma reza mansa
como murmúrio de brisa na beira do mar...

A florzinha de meu jardim

Há dez anos,
uma alegria grande fez cócegas em minha alma.
Minha semente brotou:
agitada,
ramos que procuram o sol.

A lua e o menino

Antes mesmo de aprender a ler, o menino-poeta já lia as coisas da vida. Seus olhinhos miúdos brilhavam ao som dos poemas. E as mãozinhas franzinas desenhavam anjos e asas, enquanto ele contava histórias de amor. O menino-poeta tinha o coração cheio de flores. E, antes mesmo de aprender a ler, sua alma já sofria do encantamento das palavras.

Canção para Laurinha

Teu ventre, minha irmã,
é jardim de pouso de anjinhos apressados
tão puros
tão lindos
tão iluminados
que suas almas sequer tocam o chão...

A queda das estrelas

João era professor e adorava ensinar. Dava aulas de história e tinha um jeito todo especial de falar daquilo que aconteceu antes de nós.

... de como derrotar a arrogância

A fera rugiu
rugiu
rugiu
fez cara de mau
e soltou fogo de dragão
mas de baixo da terra,
milhares de serpentes
cavaram o fosso que enterraria o leão.

Zummmmmmmm!...

A metrópole me arrasta sob as rodas
Sou cão manco
no cruzamento da avenida

Tantas águas...

O que me doi não é que as palavras tenham voado de meu alcance. Quem me dera o silêncio... Só o silêncio, mais nada.

... sem pressa.

Era velho.
Cada ano uma marca, uma ruga, um sinal.
E tantas as dobras que os olhos espremiam-se nos traços do rosto.

Olhos tristes

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O poema abaixo é da professora Risoneide Alves.
Riso, como a conheço, não é apenas uma educadora. É alguém que ama cada um de seus alunos. E que tem por seu ofício uma dedicação imensa.

Um anjo que voou

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Por que???
Se Deus existe, porque leva os anjos pra outras estrelas?
Porque não os deixa mais tempo por aqui, para dar exemplos ao mundo?

Postagem para um dia de enxaqueca

Desatarrachou a cabeça e guardou na gaveta.
Livraria-se, assim, de três coisas:
- a enxaqueca,
- os pensamentos,
- as lembranças.

Menina sementeira

Primeiro, foram as sementes:
ternura tecida em letras,
em histórias,
em poesia.
Então me dei conta da flor:
bordada em sensibilidade,
leveza,
alegria.