22 de julho de 2008

A mistura das cores

Ah! O deleite com as tintas...
As crianças metem os dedos nos potes.
Melam de amarelo, verde, azul, vermelho.
Transferem para o papel aquelas cores.
E voltam a meter os dedos nos potes.
As tintas, agora, já não são vermelhas, verdes, azuis ou amarelas.
Elas se misturam. Nos potes e nos papéis.
Mas as crianças não cansam de lambuzar as mãos.
Ñada mais é verde, azul, vermelho ou amarelo.
Papéis e potes estão cobertos de tinta preta.
E também as mãos.
E, depois, braços.
E mesas.
E cadeiras...

Ah! O deleite com as tintas...
o pretume das misturas, de todas as cores...
Salve, salve a lambuzeira geral!
Quem tiver limpo, que arrume esta bagunça!
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18 de julho de 2008

Retorno ao princípio

Quando eu era pequena,
bem pequena,
menina ainda,
perguntaram-me o que eu queria ser quando crescesse.
Eu disse: - Mãe.
Disseram-me, então, que mãe não é trabalho nem profissão.
Cobraram-me: - O que eu queria ser quando crescesse?
- Professora, respondi. Acreditava, talvez, que professora era como uma segunda mãe, já que ambas tem o ensino por ofício.
Então cresci, embora não muito.
Mas fiquei adulta.
Fui jornalista.
Fui atriz.
E até escrevi livros.
Passados quase trinta anos desde aquela minha decisão de criança,
tornei-me mãe.
Depois, novamente.
E, agora, passadas qause três décadas e meia,
resolvo ensinar para outras crianças.
O retorno à predição inicial.
O resgate de mim mesma talvez.
A verdade é que, confesso, estou adorando!!!
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8 de julho de 2008

A esperança é tricolor

O torcedor do Santa Cruz é um retrato do Brasil.
De um povo sacrificado, que nunca perde a esperança.
E que se renova de alegria, com pouco, com tão pouco.
Que não se esgota de forças, nunca.
Nem com as derrotas.
Nem com os desmandos dos que mandam.
E que se junta - talvez não, como deveria, para brigar pela justiça -
mas para compartilhar tristezas e alegrias.


Senti isso na pele nessa viagem para Campina Grande.
Que dizer de um povo que, do abismo da terceira divisão, monta desse jeito nas asas da esperança?
E dribla as quatro horas de viagem e o preço das passagens de ônibus, além dos ingressos.
E invade a outra cidade em caravanas de ônibus, vans, carros... a surpreender os habitantes da Paraiba.
E lota mais que metade do estádio da torcida rival.


Que falar de um povo que, depois de ter as asas cortadas, sai cabisbaixo, sem dúvidas. Mas não mais fraco em dedicação à nação tricolor. E que faz a esperança ressurgir das cinzas, como fênix, para alçar vôo em mais uma partida. Desta vez, no Arrudão, contra o Central de Caruaru.

Deus!!! Por que não te apiedas??? Acaso isso é um teste, como aquele que usaste para medir o tamanho da fé de Jó? Já retiraram dos tricolores quase tudo. Mas a paixão pelo time resiste. E quando existe paixão, a esperança nunca cala.
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