28 de fevereiro de 2010

O Tricolor voltou



Uma brasa.
Uma centelha.
Uma faísca.
E o fogo ardeu sobre o estádio,
e o brilho subiu aos céus e alcançou a lua,
e a lua resplandeceu, imensa,
a iluminar a dança dos pés tricolores.

A menor fagulha,
que andava esquecida sob a madeira seca,
cresceu,
fez-se um brasão
para reacender a fogueira
que aqueceu 17 mil corações.

Não mais apenas uma esperança teimosa -
luzinha tênue
que insiste em sobreviver nas trevas.
Agora, o Santa Cruz é uma chama intensa,
de fogo e de brasa,
de sol e de lua.

Santa Cruz 6 X 1 Sete de Setembro. O tricolor voltou!!!

(Foto: CoralNet)
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24 de fevereiro de 2010

Portas

Viu-se,
no meio do caminho de sua vida,
preso em um quarto sem janelas nem móveis.
Duas portas, apenas.
E duas chaves em sua mão.

Testou a primeira.
E viu a porta abrir-se para um outro quarto,
exatamente igual.

Testou a segunda.
E deparou-se com uma escuridão imensa
a devorar-lhe os olhos,
com os dentes do medo.

Duas chaves.
Duas portas.
Duas opções.

Passaria sua vida de quarto em quarto,
testando eternamente as mesmas possibilidades...

... ou arriscaria tudo na noite imensa,
a ofertar abismos e janelas???
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10 de fevereiro de 2010

Urso PédeCana


O Urso PédeCana é alegria desinteressada.
É vontade de beber e brincar.
A cachaça de anis batisma os chegantes.
Curtida artesanalmente pelo próprio urso,
tem como tempero o destempero,
próprio de todo bom carnaval.
Mas o batismo mesmo vem depois,
no sobe e desce das ladeiras,
na abordagem nada sutil aos transeuntes:
"O urso quer beber, quem não der vai se fuder"
E assim a gente enche a cara.
E assim a gente se esbalda.
Quer vir?
Venha!
Em Olinda, na terça-feira gorda, a partir das 9:30 horas.
Saída da Rua Joaquim Cavalcante, 330 (Próximo a Igreja da Boa Hora).
Confira o mapa aqui

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8 de fevereiro de 2010

Calada pela vida


Em tempos de férias, as palavras calam.
E a vida toma o lugar delas.
Não há palavra que modele na boca
o gosto do peixe frito
ou da cerveja gelada.
O cheiro das algas ou da terra molhada de chuva.

Literatura maior é um sol desenhado na areia
para espantar tempestades.
É o mergulho nas ondas,
os sorrisos das crianças,
caminhadas de mãos dadas na beira-mar.

Então,
quando a gente volta ao mundo real,
estas palavras ainda ecoam.
E não há nada a falar...

Depois, é o carnaval.
E a alegria reina novamente, absoluta.
E não há espaço para dizer mais nada.

(Em resposta ao comentário de minha colega virtual, Magna das sementes)

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