18 de agosto de 2008

O silêncio de Lua

Sete vezes, Maria Lua caiu.
Sete vezes tornou a levantar.
Na primeira queda, a menina perdeu o riso.
Na sétima, perdeu a voz.
Dia vai dia vem, Maria Lua montou expedição para buscar suas perdas.
Visitou terreiros de umbanda
e armou revoluções.
Divãs
consultórios
igrejas
santuários...
em nenhum destes cantos, achou o que queria.
E aí a menina chorou.
Chorou todas as lágrimas que ainda não tinha chorado,
de todas as quedas que tinha caído.
Maria Lua chorou até se esgotar de forças.
E calou.
E fez calar tudo em volta.




E no silêncio profundo
da maior tristeza de todas as tristezas,
a menina encontrou suas perdas.
E, findo o dilúvio, Maria Lua sorriu
e cantou!
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O canto da vida

Dorival Caymmi tem cheiro de chuva, de terra molhada.
Seu canto é o barulho do vento, das ondas, do mar.
Sua voz embala a rede na varanda,
Tem o cheiro dos peixes,
dos homens que vão pescar.
Suave como a areia branca.
Profunda e densa como a lagoa do Abaeté.
Isso é a vida!!!
Isso é Caymmi.

Caymmi vai,
mas deixa a vida no seu canto.
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