18 de novembro de 2010

Para Chaves, minha despedida

Chaves, nosso velho sábio, conselheiro, professor...
por que desististes de viver?
Tu, que andastes sempre entre o abismo e o vôo...
Tu, que equilibrastes em cada palma da mão a sensatez e o seu reverso...
Tuas análises políticas, tuas coerentes observações, tua militância... tudo isso fazem de ti mais que um intectual ou professor.
Fazem de ti um companheiro de luta.

Falhamos contigo, camarada.
Não se abandona um soldado ferido no campo de batalha.
Nós o fizemos.
Deixamos tua alma sangrar
e sequer percebemos a extensão de tua dor.

Falhamos contigo, camarada.
Jamais acreditamos que tinhas sido ferido em teu ponto mais vulnerável:
a esperança
e a auto-estima.

Soube que terias alta hoje.
Voltarias à vida,
retornarias ao mundo.
Teu coração não aceitou este retorno.
É que teu corpo se recuperara, mas a alma ainda sangrava.

Espero que agora, onde quer que estejas, que estejas inteiro.
E que nos perdoes, companheiro!
Que tua viagem nos sirva de exemplo para que não deixemos que a rotina e dureza do mundo transforme em pedras nossos corações.
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17 de novembro de 2010

M...

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4 de novembro de 2010

Meu sorriso de volta



Repus o sorriso em minha alma.
Fui buscá-lo no mar,
entre sobras de sereias.
Mas ele apenas lavou meus olhos,
com água, sal e areia.
Pois só fui encontrar o sorriso
no fundo de minhas meias.

Bastou descalçar os sapatos
bastou despojar a armadura
bastou sair fora de casa
para achar, do outro lado, a cura
O sol me lambeu os pés
e pôs luz em minha alma escura.

Só assim achei meu sorriso,
bem embaixo de meu pé,
precisei lavar com sabão
que ainda exalava chulé
estava sujo e pisado
mas não era um sorriso qualquer

Não era um sorriso de vidro,
colado no rosto
como máscara de marfim.
Mas transbordava dos olhos,
dos poros, das veias,
como pedaço de mim.
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