13 de dezembro de 2007

Saudades de Rita


Ritinha, se teus olhos não fossem olhos, e sim estrelas, eu diria que eles não brilham tanto quanto o brilho dos teus olhos.

Se teus olhos não fossem olhos, e sim janelas, não abririam tantos mundos para si.

Que falta faz esse jeito de menina que cresceu antes do tempo, e deixou esse ar de travessura pendurado nas covinhas da bochecha.

Que falta faz essa criatura cheia de hiatos, este varal estendido entre um sorriso largo e um olhar bem triste.

A vida é assim: uns vão, outros ficam. E a saudade é uma ponte imensa, uma ponte sem fim, por onde a alma da gente passa, sem nunca atravessar plenamente.

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