23 de setembro de 2008

Ponte quebrada

Algo me falta.
É o velho hiato que me chega.
De mansinho, como sempre,
a me pautar a necessidade de refazer caminhos.
Preciso do meu grupo de teatro.
De livros.
De estudos.
Preciso me sentir criadora.
E criativa.
Algo que vá além da criação de textos para jornais.

Há uma ponte quebrada nos rumos de minha andança.
O mal é que sob ela há um abismo sem fim.
Atravessar este poço é reconstruir a ponte dependurada sobre o buraco negro.
E eu não sei por onde começar.
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16 de setembro de 2008

Trajetória das letras

Tenho saudades de quando os livros eram, para mim, brincadeira de criança.

Minha mãe trabalhava em Santo Amaro.
Contratara, como minha babá, a Biblioteca Pública do 13 de Maio.
Todos me conheciam. Eu era parte da casa.
Sabiam meus gostos e me brindavam com livros.
Mitos e lendas eram meus favoritos.
E tinha uma série, com uma personagem chamada Sofia, muito desastrada. (Buscava nela talvez um consolo para meus atrapalhos e distrações)
A literatura era, em minha infância, deliciosa festa.
Ganhava livros de Natal.
E presenteava meu pai, em viagem, com histórias de princesas.

Então, veio a adolescência.
E os livros foram rebaixados à condição de estudos e obrigações.
Os paradidáticos, com fichas de leitura obrigatória, exilaram a literatura em mim.

Que não me escutem os intelectuais,
mas reencontrei as letras com os folhetins.
Sabrina, Bianca e afins: buscava neles a Cinderela e a Branca de Neve.
Estética à parte, foram eles a ponte para algo mais.

Então vivi fases:
o momento Gabriel García Marquez, com suas borboletas amarelas
o fascínio por Federico García Lorca, que invadia até os meus sonhos
o peso de Dostoievski, que me roubava as noites.

Ouso confessar:
minha leitura não é extensa, nem minha cultura abundante.
Quando estou em uma roda de gente culta,
recolho-me em meu silêncio.
Não ouso confessar que me falta ler tanta coisa...

Nem todos os que são cultos são mestres.
Há alguns que muito sabem, de leitura e teoria.
Mas seu conhecimento ficará sempre consigo, porque carece do gozo necessário das letras.
Outros tem a literatura como amante
e nos convida a participar deste delicioso bacanal.
Nesta grande festa de Baco, a Internet é mensageira.
E os blogs, porta de entrada.
Obrigada Samaroni, Fabrício, Urariano.

Para outros, as dicas:
Samaroni: www.estuario.com.br
Fabrício: www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br
Urariano: urarianoms.blog.uol.com.br

Me indiquem outros.
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15 de setembro de 2008

Resposta a Tari

Quando conheci Ritinha pela primeira vez, achei que ela tinha tantos sorrisos e tantos abraços...
Quando conheci Ritinha pela segunda vez, achei que ela tinha uma tristeza nos olhos
e um pedaço de silêncio espremido na garganta...
Quando conheci Ritinha pela terceira vez, vi o reflexo de meus extremos e contradições.

Com palavras ou sem palavras, eu e ela nos entendemos.
É como se todos os não ditos estivessem postos sobre a mesa, naipes à mostra.

Rita guarda sonhos de lembrança, e pedaços da Terra do Nunca na algibeira. Como eu.
Rita deixa a voz tecer palavras:
mastiga mágoas e saudades, e desfere golpes com poemas e canções.
E eu sempre choro com as bordoadas (Sou um oceano afoito, sempre à espera do primeiro sopro para criar tempestades).

A gente sabe que a vida, às vezes, afasta mais que as distâncias.
Mas, de perto ou de longe, estamos sempre juntas.
Um cheiro grande, Tari. De um lado ou do outro, não esquecemos. Nem tudo. Nem todos. Absolutamente.
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