2 de abril de 2008

Ai, a esperança

Que mundo é esse???
Que mundo é esse em que se atiram crianças pela janela?
Em que um país não pode se desenvolver, sem o risco de ter ameaçada sua balança comercial?
Em que o deus Mercado dita as regras e os governos apenas as executam?
Em que grandes veículos de comunicação fabricam verdades e o jogo do poder que as alimenta reforça a mais nova modalidade de comércio:
a mercantilização de dossiês.

A esperança, ai - a esperança...
está nas pequenas coisas,
nas coisas e nas gentes miúdas.

Bem longe dos meios de comunicação,
do deus mercados e seus apologéticos economistas,
há um mundo diferente.

Há um mundo que sofre as brutalidades desse outro que comanda.
E por isso é pobre, sacrificado, envergonhado até.
Mas é nesse outro lado que mora a esperança e a alegria verdadeira.
Nos pequenos gestos de solidariedade.
Nas crianças que ainda empinam pipas, e não armas.
Nos que tocam os tambores dos maracatus.
Ou grafitam nas paredes, e nas músicas, o seu grito.

1 comentários:

mariângela disse...

Eu bem-que-vi que os não ditos ficaram na praça das Casuarinas. E fui embora chorando com tantas saudades da época em que a gente pedia "fica" "vem" "escuta" "vê" quando tinha vontade, sem medo de incomodar ou invadir. Eu gosto muito muito de você. E peço desculpas pela passagem tão pé-de-vento. Ogum é meu pai, mas Iansã é madrinha.

 

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