8 de julho de 2008

A esperança é tricolor

O torcedor do Santa Cruz é um retrato do Brasil.
De um povo sacrificado, que nunca perde a esperança.
E que se renova de alegria, com pouco, com tão pouco.
Que não se esgota de forças, nunca.
Nem com as derrotas.
Nem com os desmandos dos que mandam.
E que se junta - talvez não, como deveria, para brigar pela justiça -
mas para compartilhar tristezas e alegrias.


Senti isso na pele nessa viagem para Campina Grande.
Que dizer de um povo que, do abismo da terceira divisão, monta desse jeito nas asas da esperança?
E dribla as quatro horas de viagem e o preço das passagens de ônibus, além dos ingressos.
E invade a outra cidade em caravanas de ônibus, vans, carros... a surpreender os habitantes da Paraiba.
E lota mais que metade do estádio da torcida rival.


Que falar de um povo que, depois de ter as asas cortadas, sai cabisbaixo, sem dúvidas. Mas não mais fraco em dedicação à nação tricolor. E que faz a esperança ressurgir das cinzas, como fênix, para alçar vôo em mais uma partida. Desta vez, no Arrudão, contra o Central de Caruaru.

Deus!!! Por que não te apiedas??? Acaso isso é um teste, como aquele que usaste para medir o tamanho da fé de Jó? Já retiraram dos tricolores quase tudo. Mas a paixão pelo time resiste. E quando existe paixão, a esperança nunca cala.

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