17 de fevereiro de 2011

Ressurreição

Então renasci. Cruzei a ponte que me separa do abismo. Cindi a nuvem negra em gotas de orvalho. E espalhei nos ventos as cinzas de mim.

Então renasci. Cruzei a ponte que me separa das águas. Amarrei tempestades em navios assombrados. Mergulhei no oceano de mim.

Lancei anzóis num rio de sonhos perdidos. Pesquei um fóssil. Uma pedra. Um sapato. E a sereia sorriu no fundo do mar. Por que sonhos não se pescam, se plantam. E há uma longa espera até a germinação.

Então deitei sementes no solo e no vento. E elas haverão de brotar em mim uma primavera...

Construí novas pontes, para celebrar a passagem.
Construí novas pontes para celebrar a plantação.

2 comentários:

Magna Santos disse...

Maravilha, Fabiana! Isto é que é ressurreição.
Lindo demais. Construindo pontes, plantando sonhos. Sim, plantamos sonhos.
Beijos.
Magna

Poeta Carlos Maia disse...

Puxa vida, Fabiana, Fantástico, Fantástico, é muito também o momento pelo qual eu também estou passando: Renascimento!

Lindo!!! Parabéns!!!

P.S.: Posso publicá-lo no meu blog?

Abraços!

 

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