12 de fevereiro de 2012

Um anjo que voou


Por que???
Se Deus existe, porque leva os anjos pra outras estrelas?
Porque não os deixa mais tempo por aqui, para dar exemplos ao mundo?
Seu nome era Vanessa, e tinha a delicadeza dos anjos.
Doze aninhos apenas e as mãos cheias de abraços.
Conhecê-la foi o maior presente que recebi do Ecofuturo: menina doce, a falar de um mundo feito de carências, mas pleno de afetos. Em seu casebrezinho, isolado em um pequeno sítio na área rural de Timbaúba, ela descobria as letras.
Era o encanto de sua professora, a dedicada Risoneide. Era o único bem de sua mãe, dona Josefa. E um bem tão precioso que encantava a todos que a conheciam.
Porque Vanessa era, de fato, um anjo.
E assim como veio, partiu, sem dizer como nem porque.
Talvez tenha ido levar sua luz a outros mundos...
Mas e o nosso, como fica agora, que lhe roubaram uma estrela tão encantada???
Fez-se um oco no meu coração!!! E eu, que deixei a rotina me atropelar, e não lhe mandei sequer uma cartinha...

9 comentários:

Anaís disse...

Coitada sem sequer dar tchau ela foi!

Jaqueline disse...

Que triste.
Não se devia partir no início da vida, é como ensaiar e se retirar do palco na estreia.

Magna Santos disse...

Ô, Fabi, difícil falar...talvez Deus chame os anjos para as estrelas para não esquecermos que devemos também brilhar. O nosso mundo fica assim: uma estrela desce, outra sobe e outra e outra torna a descer. É assim, Fabi, desse jeitinho.
Não são perdas, menina-ponte, são partidas, tu sabes disso. Os pássaros e anjos precisam alçar voos sempre mais altos, sempre mais. Ficamos ainda nós cá embaixo, olhos arregalados, vidrados, a nos encandearmos com a luminosidade, sim, qual na caverna, ofuscados. Precisamos de tempo e paciência, serenidade e fé. Precisamos, isto é certo, entender um pouco mais da vida para não sofrer tanto com as mortes, nome dado a estas partidas.
Sei do que falas, Fabi. Mas, dia virá em que tudo isto será visto com os olhos da chegada. Sim, dia virá. Enquanto não chega, deixemos a vida cuidar da vida e os anjos cuidarem dos anjos.
Porém, uma coisa preciso dizer: acredito que um dia Vanessa receberá tua cartinha.
Fique com Deus! E que Ele proteja Vanessa e fortaleça a família toda.
Beijão bem grandão!
Magna

Luna Freire disse...

Ah, Magna... queria eu ter bastante fé, bem muita!!! Aí eu teria certeza que ela, aquela menininha doce e terna, estaria livre como pássaro e feliz, bem feliz, como o sorriso que ela dedicava a todos. Aí eu teria certeza que, de fato, ela receberia minha cartinha... e pensaria apenas que ela surgiu em minha vida como um raio de luz que vai brilhar pra sempre, ainda que tenha ido iluminar outras paragens. Mas minha fé é feita de dúvidas...

Jaqueline, é triste mesmo, bem triste. Mas o pior é que Vanessa não precisava de ensaio. Já reluzia... E, se eu tivesse fé, pensaria que, talvez, por isso, ela deixou a cena para outros que ainda precisam ensaiar.

E Anaís, minha estrelinha, ela foi embora sem dizer tchau. E isso, certamente, doi mais em nós...

Rita disse...

Você soube mais alguma coisa, Fabi? Estamos todos muito tristes.

Rita disse...

Oi, Fabi, você sabe de mais alguma coisa? Estamos muito tristes também.

Luna Freire disse...

Recebi hoje uma mensagem de Riso. Disse que o IML deu um prazo de 45 dias para dizer a causa da morte. E que ela vinha tendo uns desmaios, mas que os médicos dos postos de saúde de lá não conseguiram diagnosticar o problema. Qualquer novidade, passo pra Fabiana, via facebook. Um abraço, Rita.

Canto da Boca disse...

A vida é tão inexplicável na hora da morte... Ou seria a morte tão inexplicável quando ainda imaginamos vida?

Não sei bem o que dizer nessas horas, só sei mesmo sentir.

Mas deixo um beijo e o carinho de sempre!

;)

Dimas Lins disse...

Comentei os versos de Riso sem saber da morte da pequena Vanessa.

Ah, tristeza infinita que bateu em meu coração. Estou aqui, com se a conhecesse, derramado em lágrimas com os olhos tristes iguais ao dela.

Dimas

 

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