Por trás da farda,
há um menino assustado.
Coração esmagado
pelo quartel.
Em tempos de ódio,
de revolta,
de medo,
meninos fardados
não olham para o céu.
Um dia, não sei exatamente quando, choveram milhões de pedrinhas sobre minha cabeça. Catei uma, só uma... uma pedra azul. Guardei-a no fundo de meu sapato. E com ela caminhei muitos mundos até esquecer de sua existência sob meus pés. Um dia, não sei exatamente quando, ao descalçar os sapatos deixei cair uma pedra.
Neste Dia Internacional da Mulher, acordei sem nenhuma mansidão. E, ao me deparar com algumas mensagens, foi embora o resto de delicadeza que ainda tinha. “Tua primeira casa foi uma mulher. Respeita e agradece” “Metade da humanidade é mulher; a outra metade veio delas... por isso respeita!” (...) Como assim, cara pálida? Mulheres que não são mães não são dignas de respeito? Em mais um passeio pelas “carinhosas” mensagens, chega uma que começa assim: “Parabéns guerreira!” E, entre os motivos pelos quais merecemos parabéns, lá se vão as dezenas de coisas que a mulher tem que aguentar no dia a dia: tarefas domésticas, cuidados com a família, triplas jornadas, etc., etc., etc. Entendam!!! Eu não quero receber os parabéns pelas coisas que nos fazem mal!!! Quero que vocês, que nos parabenizam, nos ajudem a dar conta desta guerra diária de arcar sozinha com tantas responsabilidades. Eu sou uma chocólatra assumida! E certamente não me desagrada receber chocol...
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