6 de dezembro de 2010

Para meu pai

Painho,
eu tenho ciúmes,confesso,de minha primogênita irmã.
Porque ela teve a honra de te seguir naquilo que pra ti é pedra mais que preciosa:
o teu trabalho.
Mas, escuta, pai, tenho um segredo pra ti:
não peguei a trilha de insetos e plantas que traçaste.
Mas segui tuas pegadas nos atalhos que marcaste sem sequer perceber:
Um caminho feito de histórias,
brincadeiras,
e um jeito eternamente puro de acreditar na vida e nas pessoas.

Parabéns, meu pai!

1 comentários:

Poeta Carlos Maia disse...

Belíssimo texto, Fabiana!!!

Parabéns!

 

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