17 de março de 2009

A usurpação da memória

O mais duro dos castigos infligidos ao espírito libertário pernambucano não foi o saldo de mais de 1.600 feridos na Revolução de 1817. Não foi, muito menos, nos ter privado da Paraiba, Alagoas ou Rio Grande do Norte - outrora partes de nosso território. Não foi a repressão cruel de cada uma das revoltas, com mortes em praça pública, ou cabeças e mãos mutiladas e expostas... O mais duro dos castigos foi a usurpação de nossa memória. Nossos heróis, nossos feitos bravios, nossa capacidade de luta e resistência foram banidos dos livros de história. Pior: a riqueza de nossa cultura e sabedoria foi isolada, esquecida, amordaçada. Minguaram-nos, pouco-a-pouco, a auto-estima como forma de nos manter silenciosos. Leia aqui o artigo inteiro.

2 comentários:

Magna Santos disse...

Luna, muito boa matéria. Só não entendi: afinal, não foi você que a escreveu? Não vi seu nome no texto completo.
Mudando de assunto e lhe respondendo: o filme chama-se “Patativa do Assaré - Ave Poesia”. Infelizmente, não está mais em exibição. Eu o assisti na última quinta-feira, último dia de exibição no Shopping Recife. Foi pouquíssimo divulgado. Minha expectativa é que seja exibido na Fundação. Há de ser! Fique de olho.
Mando um link sobre o filme. Dá um panorama bem melhor do que o meu, afinal, falei com o coração.
Beijo.
Magna

Magna Santos disse...

Eita esqueci de enviar o link. Esta minha cabecinha de cearense nem sempre funciona. Agora vai:
http://musicadoceara.blogspot.com/2009/03/filme-patativa-do-assare-ave-poesia.html

 

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