18 de agosto de 2009

Dedos de fuzil

Pei! Pei!
A criança com dedos de fuzil.
Granadas no coração.
A morte passeia seu manto sobre nossas favelas.
E por trás dos muros, ninguém vê.

Um rastro de sangue invade cada barraco.
Silenciosamente.
E se aloja sob os cadáveres do futuro
e da esperança.

Nestes escombros a morte faz sua morada
e se projeta
das palavras que não são ditas,
dos gritos que não são ouvidos,
das letras que não se lêem.

Pei! Pei!
A criança com dedos de fuzil.
E um olhar que implora por salvação!...

2 comentários:

Josias de Paula Jr. disse...

Tu passa com muita força o abandono desse menino...

Cleyton Cabral disse...

vida revólver, vida resolve?

 

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