18 de junho de 2010

Adeus, Saramago

"Não será com todos nem será sempre, mas às vezes acontece o que estamos vendo nestes dias: que, por ter morrido um poeta aparecem, em todo o mundo, leitores que se declaram devotos e que precisam de um poema que expresse o seu desconsolo e talvez também para recordar um passado em que a poesia teve lugar permanente, quando hoje é a economia que nos impede de dormir.(...) Isto, em poucas linhas, é o que está sucedendo: ele morreu e o planeta tornou-se pequeno para albergar a emoção das pessoas".

O texto acima foi escrito por José Saramago em maio de 2009, como homenagem a Mário Benedetti. Reproduzimos suas palavras para falar dele próprio, que nos deixou nesta manhã. Suas palavras ficam. Mas fica também um legado de coerência, de quem nunca cansou de denunciar as mazelas do mundo...

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