25 de agosto de 2011

Margaridas


Não!
Não é deste Brasil que vos falo:
das menininhas com seus piolhos,
bocas e pernas feridas...
Nem dos jovens de olhos perdidos
privados de si
e da vida

Não.
Eu falo do Brasil das Margaridas!

Não falo dos pés que mergulham na merda
dos esgotos que passeiam nos lares
das mulheres esbofeteadas
ou dos santos, em seus altares

Nem mesmo dos vermes
na barriga da criança
ou dos bandidos
com dinheiro pra fiança

Não.
Eu falo do Brasil da esperança!

E a esperança não sai na TV.

3 comentários:

Canto da Boca disse...

Mas ela é farta aqui, no Palavras-pontes. Aqui a gente se alimenta dela, ela não nos deixa desnutridos...

Além do fato de teres uma poesia que anuncia, enuncia (e também denuncia). Lindo poema, Luna!

Beijinhos!

;)

Dimas Lins disse...

O Brasil não conhece o Brasil, nem a esperança que renasce nos sonhos dos brasileiros.

Aqui a gente pode ter esperança, por que é permitido sonhar.

Estás cada vez melhor criando pontes com as palavras.

Dimas

Magna Santos disse...

Quantas Margaridas são necessárias para fazermos um país justo? Resta saber.
Enquanto isso, segue-se a marcha e tuas palavras tão necessárias.
Dá até para ver tu as lendo de tão contundentes. (leva este no próximo encontro)
Beijo.
Magna

 

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